| A Natureza em Acção |
- |
Quem somos | |
- |
Turismo Rural | |
- |
Actividades |
|
- |
Açude da Agolada | |
- |
Coudelaria | |
- |
Contactos | |
- |
Destaques |
Sobreiro |
O sobreiro, Quercus suber, deve o seu nome científico aos romanos, que lhe chamavam suber. É uma árvore de porte médio (menos de 20m de altura) com uma copa ampla. As suas folhas são persistentes, de cor verde-escura, brilhantes nas faces superiores e acinzentadas nas inferiores. Têm uma forma oval, com margem inteira ou ligeiramente serrada ou dentada. O fruto do sobreiro é a bolota, que tem uma forma oval-oblonga e um pedúnculo curto. O tronco tem uma casca espessa e suberosa, conhecida por cortiça. É muito intolerante ao ensombramento, prefere climas suaves e luminosos com humidade atmosférica elevada. Suporta bem todos os tipos de solos excepto os calcários ou os solos muito compactos. Propaga-se por semente, no entanto, as sementes perdem rapidamente a capacidade de germinar.
Utilização A madeira é muito dura e compacta, difícil de trabalhar, tendo pouco valor para carpintaria e marcenaria. É no entanto um óptimo combustível, sendo muito utilizada nas lareiras. No entanto, a sua principal utilização é a produção de cortiça, que é o único produto do qual Portugal é o primeiro produtor mundial. A cortiça proporciona ao sobreiro uma protecção contra o fogo, permitindo-lhe frequentemente sobreviver a incêndios que matam outras árvores. Numa época em que se analisam estratégias de valorização da rolha de cortiça natural face à ameaça das rolhas sintéticas, convidamo-lo a fazer uma viagem pelo processo de transformação da cortiça, desde a sua extracção do sobreiro até à obtenção da rolha.
Classificação da cortiça A classificação da cortiça está subjacente a todo o seu processo de transformação. Numa primeira fase, essa classificação baseia-se na qualidade e no calibre das pranchas, enquanto que numa fase posterior se centra na qualidade das rolhas.
Extracção da cortiça do sobreiro O descortiçamento consiste na extracção, normalmente manual, da cortiça dos sobreiros, sendo realizada entre os meses de Maio e Setembro, que correspondem ao seu período de maior crescimento. Os descortiçamentos posteriores sucedem-se com um intervalo de pelo menos 9 anos. Assim, do segundo descortiçamento (em sobreiros com cerca de 36 anos), resulta a cortiça secundeira, cujas características morfológicas não são adequadas para a produção de rolhas, destinando-se igualmente à trituração. Neste segundo descortiçamento a altura máxima será de 2,5 vezes o pap.
A comercialização da cortiça pode ser feita na árvore ou na pilha, sendo usual após o descortiçamento o empilhamento das pranchas de cortiça removidas. Estas pilhas podem atingir cerca de 50 m de comprimento.
Preparação da cortiça Após a extracção, a cortiça passa por um período de cerca de 6 meses de secagem ao ar, até perder o “verde”, que corresponde a manchas translúcidas devidas à humidade interna da cortiça.
Produção das rolhas de cortiça natural (transformação por simples corte ou talha) Já nas instalações da indústria rolheira segue-se a rabaneação, que é uma operação manual ou mecânica que consiste no corte das pranchas em tiras, ou rabanadas, a partir das quais se vão vazar as rolhas, numa operação subsequente, des
Aproveitamento de sub-produtos Os sub-produtos, nomeadamente aparas e refugos, são enviados para a indústria granuladora, onde são produzidos granulados de diferentes pesos e dimensões, consoante as utilizações pretendidas, através de uma sequência de operações que se inicia com a trituração, seguida da separação granulométrica e densimétrica e posterior ensilagem. |