«Tudo começou quando tive que retirar a minha égua New Forest/Arab. Eu era uma cavaleira confiante na minha égua, mas não noutros cavalos, e tanto o meu conhecimento como a minha experência eram limitados. Sempre gostei muito de cavalos Árabes e Ibéricos, mas nunca considerei adquirir um até que experimentei um cavalo Lusitano, castrado, em Inglaterra. Soube imediatamente que era aquela a raça que eu queria, e procurei na internet. Para encurtar uma longa história, fui a Portugal e encontrei a Sericaia através dos meus contactos nesse país. Ela foi criada na Coudelaria de Maria D’ANDRADE de Oliveira e Sousa.
Comprei a Sericaia em Maio de 2006, e reuni-me com ela no Royal Windsor Horse Show daquele ano. Assim que ela pisou o solo inglês já estava a competir tanto na classe de dressage inglesa, como na classe de dressage tradicional. O Francisco Cancela d’Abreu montou-a em ambas as classes dado que era ele que a montava na Lusitanus, em Portugal, até ao momento em que ela veio para Inlaterra. Ela não ficou classificada mas ouvi muitos comentários dos espectadores que estavam à minha volta sobre o quão maravilhosa ela se mostrou e quão diferente era a sua cor.
O picadeiro que frequento tem mais de 100 cavalos. Tenho um campo só para os meus três cavalos, mas estão rodeados por outros, e os estábulos são dispostos em grandes blocos. Foi uma total mudança de ambiente e de condições climatéricas para a Caia. Tenho que admitir que ponderei por momentos se não teria arriscado demasiado num novo cavalo, já que demorou um ano para que a Sericaia acentasse e para que nós as duas tivéssemos começado uma relação de confiança e respeito.
O ano passado foi o nosso primeiro ano de competição juntas. Fizémos eventos locais no picadeiro, um dos quais foi o evento de traje de Natal, no qual a Caia era um trenó, com um trenó de cartão devidamente preso à sua volta, com luzes a piscar. Os meus dois outros poneis eram as renas, todos juntos com ramos de pinheiro e azevinho.
Ficámos em primeiro lugar! Competimos também na dressage elementar onde ficámos em segundo e terceiro lugar, e fizémos a nossa primeira competição de Equitação de Trabalho no espectáculo da Lusitano Breed Society. Entrámos no nível intermédio e foi uma boa surpresa ficar em primeiro lugar.
Desde o último verão temos treinado a Equitação de Trabalho arduamente, dado que é a disciplina de que mais gosto. Estamos a treinar para o nível avançado este ano, o qual envolve montar apenas com uma mão. A Sericaia e eu temos agora uma relação muito boa e ambas estamos a aprender rapidamente. O meu objectivo é competir a nível Europeu, já que sinto que a Sericaia tem capacidades para tal. Estou também a melhorar a minha dressage, e gostaria de entrar em concursos de nível médio. Começámos também recentemente nos saltos, e apesar de a Sericaia ter um belíssimo alcance nos saltos, limpando facilmente os 4 pés, não tenho a certeza de que os meus nervos aguentem esta área! Quem sabe o que o futuro nos reserva, e tenho os meus sonhos para mim e para a Sericaia e um maravilhoso futuro juntas. Tenho também uma enorme gratidão para com todas as pessoas que me ajudaram, encorajaram e acreditaram em mim.»

“A História da Sericaia, a minha maravilhosa égua Lusitana” por Lou Carroll-Pettit, artigo da Revista Luso Update, Primavera 2008